Situada a Norte de Portugal, a Região Minho é delimitada, a Norte, pela fronteira com a Galiza, Espanha, e, a Oeste, pelo Oceano Atlântico. Com uma população superior a 1,1 milhão de habitantes, a região é muitas vezes associada ao verde da paisagem natural, onde abundam os cursos de água e a uma morfologia acidentada, de enorme beleza e biodiversidade, que se aplana nos vales dos quatro rios que a atravessam e nas inúmeras praias da zona costeira.

A área geográfica que actualmente compõe o Minho totaliza os 4.700 km2. Ponte da Barca e Arcos de Valdevez incorporam esta morfologia descritiva, são vilas morenas, atrativas e modernas, de granito talhadas, cheias de construções apalaçadas com capelas e muros fronteiros, ameados e brasonados do séc. XVI e XVII.

Entrecortadas por profundos e bucólicos vales, atravessados por límpidas águas dos leitos de rios e riachos, onde outrora caminhavam devotos peregrinos rumo a Santiago de Compostela, predominam recônditos lugarejos onde Celtas, Romanos e fiéis seguidores do fundador da Portugalidade foram fazendo história.

Terras ricas de tradições patentes na quietude dos espigueiros e lajes de granito, expoentes de uma vida comunitária e na fidalguia de inconfundíveis solares, espraia-se uma paisagem paradisíaca cuja mão do homem ainda não desvirtuou os atractivos e a beleza natural, o berço do Vinho Verde, bem-nascido nesta terra de eleição e criado com enlevo e carinho.

A singular paisagem tradicional, marcada por pequenos campos, pelas vinhas e campos de cultivo, pelas aldeias com construções em granito ou pelas casas senhoriais, são outra dimensão frequentemente assumida na caracterização da região, juntamente com a hospitalidade minhota, a riqueza da gastronomia e as vibrantes tradições, festas e romarias.

As expressões artísticas, muitas delas de natureza religiosa, remontam ao românico, passando pelo renascentista e pelo barroco. A religião foi, e é ainda, um traço identitário forte, manifestando-se nos hábitos, nos costumes e na própria geografia humana do Minho.

O tecido produtivo da região é bastante diversificado, predominando o sector secundário. Além dos excelentes Vinhos Verdes produzidos na região, a economia assenta numa forte industrialização e em pequenas unidades empresariais.

Os setores dos têxteis e da confeção de vestuário são dos mais relevantes, juntamente com o setor alimentar e o fabrico de calçado. Destacam-se também um conjunto de actividades que trabalham o metal e a madeira e que têm em comum a sua relação com a construção civil e a produção de elementos para o lar.

Verifica-se o crescimento de atividades com maior vertente tecnológica, nomeadamente de equipamento electrónico, aparelhos de rádio e televisão, e um conjunto de outras atividades associadas ao setor automóvel, tais como o fabrico de componentes para automóveis e de moldes, a injecção de plásticos, a produção de produtos em borracha e de cablagens. A maioria destas actividades está concentrada num pequeno número de empresas, sugerindo a presença de grandes multinacionais.